Maratona de Helsínquia – Crónica

Autor: Vitor Dias  /   Outubro 09, 2021  /   Publicado em Crónicas, noticias
Tags: crónicas, maratona de helsinquia, maratona finlandia

Maratona de Helsínquia - CrónicaEsta teve um sabor especial. Talvez porque já tinham passado mais de 2 anos desde a minha última maratona de estrada (Boston).

Gosto particularmente dos países do norte da Europa pela sua forma simples e descomplicada como vivem. Se este pormenor se nota por toda a cidade de Helsínquia, o mesmo se passa no maior evento de corrida da Finlândia onde se inclui a maratona da capital do país, o Helsinki City Running Day. É de facto um dia em cheio com várias provas que se iniciam às 09h00 e se prolongam até ao final do dia com a partida da maratona às 14h00 junto ao estádio olímpico que recebeu as olimpiadas de 1952.

Deslocações, alojamento e inscrição na prova

Há voos directos desde Lisboa e voos com escalas desde o Porto. Fizemos escala em Frankfurt onde estivemos 12 horas, o que acabou por ser uma boa opção porque deu para conhecer relativamente bem a cidade fazendo uma viagem num autocarro turístico.

O alojamento nos hoteis de Helsínquia não é propriamente barato. Compensou ficarmos alojados no hotel que tem parceria com a organização da prova. Se forem em grupo ou em família, compensa alugar apartamento no centro da cidade. Um apartamento para 4 pessoas ronda os 100€/dia, o mesmo preço do hotel (este com pequeno almoço incluído).

A inscrição na maratona para o próximo ano (que se irá realizar no dia 14 de Maio de 2022) custa neste momento 60€ indo aumentando à medida que a data da prova se aproxima.

Já agora convido-vos a ler o artigo “como viajar barato para as maratonas” que aqui publiquei e que pode tornar-se útil para quem pretende viajar para maratonas além fronteiras.

A Cidade

Helsinquia é uma cidade bonita, agradável, limpa e com um sistema de transportes muito eficaz. Com um bilhete diário de 8€ (zona A e B) por pessoa, podemos andar de comboio, eléctrico, autocarros e no ferry para a ilha de Suommenllina. A compra do bilhete de transportes da cidade é mais barata quando comprada na app da empresa de transportes da cidade. A rede de ciclovias é excelente e o aluguer de bicicletas partilhadas custa 5€ por dia ou 10€ por 3 dias, podendo ser adquiridas na mesma aplicação atrás referida.

Pontos de interesse a visitar na cidade

Esplanadi, Kauppatori (Praça do Comércio), Fortaleza de Suomenlinna, Catedral de Helsínquia, Museu de Arte Ateneum, Nova Biblioteca de Helsínquia Oodi (dê prioridade em caso de não ter tempo para ver tudo o que aqui aconselhamos), Jardim Botânico Kaisaniemi, Sibelius Park, Igreja Temppeliaukion (dê prioridade em caso de não ter tempo para ver tudo o que aqui aconselhamos).

Se tiver um dia livre, poderá apanhar o ferry e ir a Tallin (Estónia) numa viajem que atravessa o Mar Báltico e que demora cerca de 2 horas.

Expo Maratona

Se já participou em grandes maratonas internacionais é bem provável que vá ficar desiludido com a Expo Maratona. Trata-se de pequenos stands à saída do estádio olimpico onde no entanto não faltam ofertas desde cerveja, iogurtes, gelados e alguns stands de venda de algumas marcas desportivas. Em meia hora verá tudo.

A Prova

O percurso é dos mais bonitos e agradáveis que alguma vez corri em maratonas de estrada. Quase todo ele é feito em ciclovias, desprovidas de bicicletas nesse dia. São vias largas e de piso regular e confortável. Quando não é em ciclovias, é em parques (por vezes são mesmo ciclovias em parques) arvorizados, silenciosos o que dá um real prazer à corrida.

No entanto, e ao contrário do que é referido pela organização, não é um percurso plano. Olhando para o perfil disponibilizado somos “enganados”. Há várias subidas e algumas delas feitas duas vezes já que o percurso é circular (não se trata no entanto de uma meia maratona feita duas vezes). As subidas não são longas nem muito íngremes mas estão lá num ou outro acesso a um parque ou a algumas pontes existentes. Ter que subir e ver uma placa que indica por exemplo 15 km e no mesmo local a dizer 35 km, é sinal que 20 km depois vais ter que a fazer novamente e obviamente mais desgastado. O quilómetro mais íngreme foi precisamente o último, onde o acesso à entrada do estádio te obriga a circundar parte dele.

Não conte com um público muito ruídoso como acontece em muitas maratonas. O que existe é simpático e nos parques estão em famílias ou isolados com uma coluna de música ali para te animar e um ou outro grupo apoiante de corredores locais.

Foto: Ana Maria Freitas
Vídeo: Pedro Silva

Sobre Vitor Dias

Autor e administrador deste site. Corredor desde 2007 tendo completado 56 maratonas em 16 países. Cronista em Jornal Público e autor da rubrica Correr Por Prazer em Porto Canal. Site Oficial: www.vitordias.pt
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