Quando a Ultra Maratona da Vida chega ao Fim

Autor: Ana Maria de Freitas  /   Fevereiro 23, 2017  /   Publicado em Notícias, Slider  /   3 Comentários

Quando a Ultra Maratona da Vida chega ao FimA vida é uma dura ultramaratona! Começamos bem pequeninos a correr pela casa… atrás da mãe, do pai,  daqueles que nos amam e que nos envolvem no seu amor, no seu carinho, nos seus braços. Vamos querendo mais e corremos na praia, nos jardins, nas montanhas, nos caminhos que a vida nos vai mostrando. Mas as nossas pernas ainda querem mais, o nosso coração e a nossa mente anseiam pelo desconhecido, pelos trilhos mais complicados, pela dureza de conquistar serras, montes, águas geladas que nos fazem tremer, campos verdejantes que emanam aromas que despertam os nossos sentidos, que nos envolvem com a sua brisa fresca que suavemente nos acaricia a face.

A Analice viveu tudo isto… chorou pela dor das pernas, chorou pela alegria da conquista do que parecia impossível, conquistou trilhos, e trilhos, derrubou montes de areia e no meio da dor, do calor, do frio, da dureza fez o melhor que qualquer ser maravilhoso consegue fazer. Conquistou corações, todos os corações que com ela se cruzaram na vida. Mas o coração também se cansa…

Analice… pela pessoa maravilhosa que foste, pela simplicidade dos teus gestos, das tuas palavras, descansa o teu coração de guerreira para sempre. A tua força estará sempre presente nas nossas pernas e nos nossos corações.

Azores Triangle Adventure 2018

3 Comentários

  1. Jorge Cerqueira 24 de Fevereiro de 2017 0:18

    Tive a felicidade de conhecer essa guerreira Analice em 2015 aqui no Brasil quando corremos a Cassino Ultra Race…Meus sentimentos a todos familiares e amigos. Que Deus o tenha.

  2. Henrique Alves 24 de Fevereiro de 2017 10:11

    Tive o privilégio de conhecer esta Mulher com M grande..Guerreira, Simples, Humana, Simpática, Batalhadora… Um Exemplo de Vida. Que Descanse em Paz. .

  3. Eduardo Rodrigues 24 de Fevereiro de 2017 10:45

    Foi efetivamente uma guerreira, não só pelo seu percurso na infância, mas também pela coragem que teve de partir para longe e aqui em Postugal encontrar a amizade. Conhecida por todos os corredores, principalmente por aqueles que se dedicam ao trail. Era uma referência pela simpatia e pela longevidade, mostrando-nos que a idade não importa, mas sim a força interna que ela tinha para se aventurar em provas duras. Neste momentio deixa-nos um vazio, como se de um familiar se tratasse. Pessoalmente merecia um reconhecimento no seu país de origem, nem que fosse uma reportagem televisiva. Por cá vai-nos ficar na memória esta grande senhora.
    Um beijo póstumo para a Analice.

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