3 Mitos frequentes na alimentação do corredor – Parte I

Autor: Filipa Vicente  /   Fevereiro 04, 2017  /   Publicado em Alimentação, Notícias, Slider  /   Sem Comentários

3 Mitos frequentes na alimentação do corredor - Parte IEstamos numa era em que a informação é muito acessível e comemos todos os dias por isso parece fácil falar de algo que é tão natural. Se já jogou ao “telefone estragado” sabe que a mensagem final não corresponde sempre ao original. Imagine isso numa área tão vasta… esclarecemos aqui alguns mitos muito frequentes na alimentação do corredor.

A corrida queima tudo, posso comer por 3 ou 4…

Bom, embora se pense que corrida seja de facto uma actividade com um dispêndio energético superior ao de outros desportos , há um limite definido que passa por não poder correr “para sempre”.

E, além disso, a energia gasta é resultado de uma estimativa. Dois indivíduos com o mesmo peso podem ter gastos distintos de acordo com a preparação física de cada um e a intensidade.

Mas se isso não chegasse, mesmo que num treino/prova queime 1000-1500kcal e o seu metabolismo basal ronde as 1500kcal, acredite que facilmente excede estes valores com uma alimentação desequilibrada.

Por isso, teria de correr todos os dias muito para continuar a manter o balanço energético equilibrado. Não nos parece uma medida muito acertada.

Só preciso de hidratos de carbono

Actualmente, esta crença começa a ser destruída mas ainda há quem acredite nisso e desvalorize tanto a proteína como a gordura.

Os hidratos de carbono são de facto o seu combustível principal, corra, nade, pedale, jogue futebol ou qualquer outra modalidade. São a base da nossa alimentação e dificilmente isso vai mudar.

Mas, quem faz exercício físico, tem também necessidade de promover uma recuperação mais completa para se assegurar que sessão após sessão está no seu melhor e aqui entra a proteína. Sendo o principal componente do órgão do movimento – músculo, é natural que seja importante para a recuperação. O seu corpo precisa de proteína para ter os aminoácidos essenciais que asseguram a síntese proteica óptima, promovendo o processo de reparação do tecido muscular.

As necessidades proteicas do atleta de endurance variam entre 1,2 a 1,5g/Kg de peso. Lembre-se que pode encontrar proteína nos alimentos de origem animal como a carne, peixe e ovos, no leite e seus derivados mas também nos cereais inteiros e leguminosas. Para o corredor, poupe-se de sustos e não se esqueça de procurar pela Quinoa.

Não preciso de géis, basta beber água

A nutrição durante o treino/prova deve seguir um procedimento o mais personalizado possível e deve ser treinada tal como o treino em si.

As más práticas na nutrição durante o treino refletem-se em sintomas que prejudicam a sua performance, nomeadamente:

  • Fadiga psicológica – devida a desidratação ou hipoglicemia

  • Fadiga muscular – desidratação, alterações na contracção muscular, hipoglicemia

  • Caibras – alterações hidroelectrolíticas

  • Desorientação – hipoglicemia, hiponatrémia

Estes sintomas podem não aparecer numa fase de treinos em que não puxa ao máximo pelo corpo mas podem afectar a sua recuperação de treino para treino. Mesmo que não sinta desconforto, pode sentir que não consegue “dar mais” e fica a pensar “e se…”.

Por isso mesmo não deve arriscar, para treinos superiores a 1h deve hidratar-se e ter uma fonte de energia nem que seja em urgência.

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