Entrevista com Rafael Gomes

Autor: Mark Velhote  /   Abril 04, 2012  /   Publicado em Entrevistas, Triatlo  /   Sem Comentários

Entrevista com Rafael GomesRafael Gomes é o atual campeão nacional de Triatlo Longo. O nosso colaborador Mark Velhote teve o prazer de o entrevistar e de trazer até nós todas as incidências deste desporto cada vez mais praticado em Portugal.

Rafael, muito obrigado por nos dedicares algum do teu precioso tempo! Não é todos os dias que temos oportunidade de entrevistar um Campeão Nacional!

O teu currículo fala por si, por isso nem te vamos pedir para te apresentares.Informação completa no blog. )

Neste início de época sabemos apostaste nos Duatlos BTT para te preparares, certo?

É verdade, a minha preparação focou-se neste início de época na preparação do BTT. Apostei assim em realizar durante esta época algumas provas dado que também estou inscrito na Federação de Ciclismo/BTT. Os duatlos BTT são distâncias rápidas, mas são boas para um atleta de longa distância, porque permitem trabalhar zonas de treino e fibras musculares durante um elevado período de tempo que no nosso dia-a-dia não estamos habituados a trabalhar.

Como estão decorrer  os treinos? Têm estado uns dias fantásticos para treinos longos (sem chuva), concordas?

Concordo, mas neste momento estou “atulhado” de trabalho. A partir do Mês de Abril vou ter mais tempo para treinar e assim poder preparar as provas de IRONMAN que defini para esta época. Esta altura do ano prejudica-me imenso, devido aos problemas de alergias que tenho durante a primavera. A chuva não me incomoda nada, só o frio é que me tira do sério….sorrisos.

Para poderes ter a noção não tenho conseguido treinar mais que 15 horas por semana o que é ridículo para um triatleta de longa distância. Por isso mesmo é que este fim-de-semana se conseguir obter um resultado dentro dos 10 primeiros será muito bom. Durante a semana trabalho de 2ª a 6ª feira das 9h da manhã até à 22h da noite e o tempo que tenho para treinar é das 11h30 da manhã às 14h o que se torna um pouco difícil. Mas durante o fim-de-semana dá para poder fazer algum volume que durante a semana não se consegue.

Qual seria o número de horas ideal que consideras que devias treinar?

No meu máximo tenho este ano treinado 15h, mas em média 12 horas. Por semana não tenho conseguido treinar mais que 5km de Natação, 200/250km de Bicicleta e 40/60km Corrida. Relativamente ao ano passado estou quase a treinar metade. Mas a partir de agora vou ter mais algum tempo o que me permite poder treinar até 25 horas semanais, o que vai tornar tudo mais fácil. Deveria treinar entre 18/30 Horas semanais para poder ter rendimento, mas se tivesse ao mesmo tempo tempo para poder descansar correctamente.

Reparamos que nasceste na Suiça. Com que idade vieste para Portugal e quem é que trouxe para o Triatlo?

Nasci na Suiça em Genéve, aos 6 anos vim para Portugal em 1989. Quem me trouxe para o triatlo foi um clube de triatlo que existe em Grândola que é a Amiciclo, através do professor Paulo Alves. Comecei a treinar triatlo despois de ter passado por varadíssimos desportos, dois deles fazem parte do triatlo que é a Natação e o Ciclismo. Fiz a minha primeira prova de Triatlo em Oeiras, Campeonato Nacional de Triatlo Juvenil, onde me sagrei Campeão Nacional de Triatlo nesta minha primeira prova….(sorrisos). A partir desse dia decidi fazer triatlo até ao resto da minha vida.

Como é que surge o Sporting na tua carreira?

Já no inicio do projeto de Triatlo no Sporting tive o convite por parte do meu amigo André Campos para fazer parte da sua equipa. Posso dizer que sempre tive uma simpatia pelo Sporting Clube Portugal e poder vir a ser um atleta do Sporting seria um orgulho. Mas ao mesmo tempo sempre esteve no meu coração o clube Amiciclo de Grândola, clube que me acolheu desde o 1º dia no triatlo e que me voltou a convidar em 2006 quando voltei a fazer triatlo, através do meu amigo e camarada Rui Dolores. Mas este ano foi mais “forte que eu”, decidi fazer parte de um clube “grande” e este tinha que ser o Sporting, e depois dos resultados obtidos o ano passado precisava de crescer mais um pouco dentro de um grande clube e aporveitei o convite que o André Campos me fez no final da última época. Estou muito feliz por estar no Sporting e penso que me vou manter neste clube durante muitos anos, não deixando porém de continuar a apoiar o clube Amiciclo de Grândola.

Quais são os teus objectivos para esta época? Revalidar o título? Achas que este ano os teus adversários te vão fazer marcação cerrada? Podes confessar-nos quem é que não vais deixar fugir (sim queremos mesmo os nomes dos alvos a abater- sorrisos) ou preferes optar por uma resposta politicamente correcta? (sorrisos)

Os meus objectivos para esta época são pelo menos realizar dois IRONMAN’s, um deles para qualificação do Ironman de Kona em 2013 (Wales) e também poder subir ao pódio no Campeonato Nacional de Triatlo Longo em Aveiro. Tenho a certeza que este ano o nível do triatlo longo vai ser maior. E por isso vou focar-me nos atletas que estão a andar melhor nesta 1ª prova em Vila Real de Sto. António. Não tenho “alvos a abater”, apenas os meus tempos. Gostaria de conseguir baixar os meus tempos no meio Ironman para fazer um tempo abaixo das 4h e no Ironman baixar das 8h45min. Já seria muito bom.

Que tal correu em Vila Real Santo António…?

Tendo em conta as horas de treino que tenho de momento, posso dizer que me senti muito bem, apenas quebrei o andamento na ultima volta de corrida, o que se nota falta de volume de treino nas pernas ;). A intensidade está lá, agora é conseguir aguenta-la durante muito tempo.

Falou-se muito de uma parte do percurso em empedrado. Confirmou-se?

Confirmou-se mas para mim aquele empedrado só deu problemas porque fez com que eu perdesse uma bisnaga de gel na primeira volta e um bidon na terceira volta. Depois nos retornos consegui repor o que me faltou. A prova correu bem em todos os sentidos, deu para medir a mim mesmo em todos os segmentos 😉 Balanço positivo!

Já aqui entrevistamos um Professor de Educação Física que também  tem óptimos resultados no Triatlo (ndr Pedro Pinheiro) e apesar de não termos dados estatísticos reparamos que muitos dos bons atletas amadores são também bons professores de educação física.  Que tens a dizer?

Acho que os professores de educação física que têm experiencia como atletas, são pessoas bastante persistentes e orientadoras nos seus projetos, sabendo assim implementar os seus objectivos com maior facilidade. Neste caso podemos dizer que o Desporto é o “sangue” que nos corre nas veias, logo é meio caminho andado para transmitir aos nossos alunos a importância de praticar desporto. Considero que para ser um bom professor, temos de ter conhecimentos técnicos e pedagógicos, mas acima de tudo gostar do que fazemos e eu adoro aquilo que faço. Para além disso os alunos também têm uma certa admiração pelo desporto que realizo e isso é gratificante. Por isso arrisco-me a dizer sem bases estatísticas J que há uma relação entre ser atleta e professor de educação física… sorrisos.

O facto de dares  exemplo aos teus alunos fora da escola já contribuiu para trazeres alguns dos teus alunos para o Triatlo?

Ainda não, porque o tempo que dedico ainda à minha carreira como atleta não me permite realizar esse tipo de trabalho. E porque também a cultura desportiva que existe neste concelho é ligada ao futebol. Mas aos pouquinhos as coisas vão mudando J e quem sabe daqui a mais algum tempo.

Os teus alunos sabem que estão perante um Campeão Nacional? (sorrisos)

Sim sabem. Mas ao mesmo tempo eles não sabem bem o que é o triatlo. Mas aos poucos vão tendo a noção. A minha ida para o Sporting ajudou-os a valorizarem mais este desporto e perguntarem-me mais sobre o que é esta modalidade.

Moras em Oliveira do Hospital , correcto ? Onde é que te podemos encontrar a nadar, pedalar e a correr?

Correto. Bem, a pedalar e a correr em sítios bem bonitos, mas passo algumas dificuldades com a natação, nado na Piscina Municipal de Oliveira do Hospital que apenas tem 16m… sorrisos… Nado aqui duas a três vezes por semana (3ª, 5ª e Sábados). Na corrida corro nos caminhos nos arredores de Oliveira do Hospital e o Ciclismo ando em toda a Zona de Oliveira do Hospital, Seia, Nelas, Viseu, Tábua, Arganil, Gouveia, Mangualde e Celorico. Posso dizer que os percursos para correr e andar de bicicleta “nunca mais acabam” e são bastante bons, para ser perfeito só me falta mesmo uma piscina maior…O Município de Oliveira do Hospital têm um projecto para aumentar a piscina, vou esperar que esse projecto se concretize o mais breve possível J

É fácil encontrar parceiros de treino nas Longas Distâncias? Com quem treinas habitualmente?

Sempre Sozinho, a minha experiência dita-me que para podermos evoluir temos que andar ao nosso ritmo. Na minha zona não há ninguém, pelo menos que conheça, que pratica triatlo. Contudo a cultura da bicicleta está a começar a surgir e há já várias pessoas a andar de BTT e andam muito bem, por vezes faço alguns dos treinos de ciclismo com esses parceiros.

Qual a disciplina onde sentes que tens de evoluir mais?

Em todas elas, todas são importantes para o triatlo. Quanto mais consistenteformos nas três modalidades melhor será a nossa performance. Mas a natação sempre foi o meu “calcanhar de Aquiles”…J

No Triatlo Longo de Aveiro vimos que fizeste 1h 21m na Meia Maratona. Depois de 90Km a pedalar e 1.9Km a nadar é obra. Qual é o teu tempo Record Pessoal  numa Meia Maratona?

Na meia maratona já fiz o tempo de 1h 12min. Mas depois de um Meio Ironman já fiz melhor tempo que 1h21min, já fiz 1h19min.

Sendo este um blog de corrida achas natural haver muita gente interessada em praticar Triatlo? Quais os benefícios para os corredores?

O triatlo é um desporto completo. E a corrida é uma modalidade bastante saturante. Enquanto que no triatlo trabalhamos três modalidades estas são de resistência, trabalhamos músculos que permitem prevenir lesões futuras nos atletas que praticam atletismo e também poderão melhorar algumas capacidades que nunca trabalharam antes.

Em termos de treino e para quem tem pouco tempo para treinar (como todos os amadores)  achas que podemos priviligear a qualidade em detrimento da quantidade?

Sim. A qualidade é mais importante que a quantidade. Digo sempre aos meus atletas que no treino: “o descanso é tanto ao mais importante que o treino, se não descansarmos o treino não tem resultado”.

Também és treinador de Triatlo? Vê-se muita gente a optar por planos de treino online. Concordas com este método? Ou só com um treinador pessoal se consegue evoluir?

Eu sou treinador principalmente de atletas de BTT. Concordo com os planos de treino por via internet desde que sejam adequados aos atletas que estamos a treinar. Contudo para um atleta evoluir é importante haver um acompanhamento presencial do treinador, pelo menos periodicamente. Um treinador deve conhecer as necessidades do atleta e estas devem ser estabelecidas também consoante a vida que ele tem no seu dia a dia, para além disso também tem de “ver com os seus olhos” as performances e os “erros” que os atletas cometem, para poder atuar sobre isso.

O Treino online pode ser bom para alguns atletas, mas não para todos, principalmente para aqueles que tem objectivos de competição e que pretendem evoluir.

Até 2004 estiveste no Projecto Olímpico? Na altura tinhas 20 anos, certo ? Como foi viver no CAR?

Foi uma excelente experiência de vida, deu para aprender tudo o que é bom e tudo o que é mau… Sorrisos. Porque ao mesmo tempo estava a estudar na Faculdade Motricidade Humana Junto do CAR. Viver no CAR é muito bom para quem quer evoluir no treino e com um bom ambiente é meio caminho para poder melhorar a nossa performance. Claro que a nível familiar perdi muito. Mas a vida é mesmo assim, ganhamos por um lado e perdemos por outro.

O facto de estares no CAR iludiu-te de alguma maneira…? Ou achaste que era temporário?

Não me iludiu nunca, porque sempre fui uma pessoa bastante realista e autónoma. Por norma sou pessoa autónoma e independente nas coisas que produzo ou quero produzir para mim mesmo. Por isso desde que entrei no CAR nunca abdiquei dos meus estudos. Se calhar por eu não ter abdicado dos meus estudos prejudiquei a minha evolução como atleta, mas sabia que o triatlo não seria um desporto que me iria sustentar. E apesar de o Triatlo ser muito importante para mim, sempre procurei evoluir não só como atleta, mas também enquanto pessoa. Pois desde cedo foram esses os valores que os meus pais me incutiram.

Nessa altura o Triatlo já vivia à sombra de dois nomes: Vanessa Fernandes  e Bruno Pais. Concordas com esta visão?

Concordo plenamente. Sempre tive bastante admiração pelo meu grande amigo e colega de quarto no CAR, Bruno Pais. É das pessoas mais verdadeiras e humildes que conheço no desporto de Alta Competição. Quanto à Vanessa Fernandes fiquei muito triste com o que lhe aconteceu depois de Pequim, ela é uma atleta com bastantes qualidades e acredito que se ela tiver o apoio das pessoas certas ela irá voltar a ser a atleta que já foi. Comparo um pouco a minha desistência no triatlo depois de 2004 com a da Vanessa. Quando decidi fazer a paragem no Triatlo depois do ano 2004 tive dois anos afastados e quando voltei decidi voltar para o triatlo pelo prazer de praticar esta modalidade e não com a obrigação de mostrar algo a alguém. Na minha opinião é o que ela deve fazer quando ela achar a altura certa. Ela é ainda muito jovem e ainda tem uma longa carreira pela frente.

Faço esta pergunta ao contrário:  É fácil ficar desmotivado para praticar triatlo em Portugal ?

Com a política que algumas pessoas praticam dentro das instituições desportivas é fácil poder desmotivar. Felizmente ainda há atletas que levam o desporto com amor e dedicação, mas com a experiencia que eu tenho sei que é preciso muito mais, acima de tudo muita força de vontade e com persistência, porque muitos dos atletas não têm qualquer apoio. Claro que aprendi isso ao longo destes anos e sei que os atletas mais novos poderão desmotivar com maior facilidade se não tiver o apoio de pessoas que acreditem nelas.

Não vou alimentar o discurso “ lá fora é que é bom”, mas a verdade é que nos outros países parece mais fácil arranjar apoios e patrocínios? É assim?

Podemos dizer que sim, porque as empresas apostam noutro tipo de desporto que não seja apenas futebol. Existe outra mentalidade que em Portugal é difícil de encontrar. Quando somos atletas temos que pensar que os patrocinadores quando apoiam um atleta esse atleta tem que ajudar a divulgar a marca de forma a venderem mais. Por vezes os atletas não sabem isso. Mas eu felizmente neste momento até nem me posso queixar, tenho alguns patrocínios – GoldNutrition, KYB – Suspensions, Davion, Kuota, Reynolds, Timex – IRONMAN, Bont, BV-Sport, Liberato-KTM, FFiTTech, Salice, Municipio de Oliveira do Hospital – e sem eles não conseguiria ter a performance e poder realizar as provas a que me propôs este ano, porque o salário de professor e de director técnico de Ginásio não me permitiria pagar as inscrições, viagens e estadias.

O grande sonho de qualquer Tri-atleta de LD é ir ao Hawai. O teu objectivo também é esse. O que é preciso para nos qualificarmos para uma prova destas  (além do treino e do investimento é claro)? Basta um bom resultado numa prova?

Tenho esse objectivo, mas sei que poderá ser um pouco difícil, porque não tenho apoios suficientes para poder pagar esse investimento. Mas já estou a delinear uma estratégia para que em 2013 consiga realizar esse sonho. Preciso de pelo menos realizar 4 provas qualificativas, de forma a entrar dentro dos 60 primeiros do Ranking de Ironman. Este ano já tenho orçamento para poder fazer uma prova que conta para 2013 depois para o ano que vêm apenas terei que fazer as 3 que faltam….sorrisos.

Qual é o teu plano e as provas que vais fazer  para te preparar (e qualificar)?

Estava a pensar realizar Wales em Setembro, depois ainda este ano vou tentar ir a Flórida, caso tenha mais algum patrocínio. E para o ano que vem depois de sair o Calendário de Triatlo 2013 irei delinear as provas que poderei realizar, mas uma das provas que eu estou a pensar fazer em 2013 será Lanzarote.

Quando se fala em Triatlo Longo lá fora,  dois nomes saltam da cartola: Pedro Gomes  e Sérgio Marques .  Podemos esperar um resultado ao nível do que eles já nos habituaram…?

Caso tenha tempo para poder treinar penso que não será difícil poder atingir o mesmo nível que eles têm. Porque a quantidade de horas que eu treino e consigo descansar são bastante inferiores, logo não me posso comparar a eles. Acredito que tenho potencial, mas só isso não chega…sorrisos.

Falando agora de treino , podes dar-nos um conselho para cada uma das modalidades (natação, ciclismo e corrida)  que tenha resultado muito bem contigo?

Um conselho, bem como se costuma dizer se os conselhos fossem bons vendiam-se … sorrisos, mas cá vai J

Na natação para evoluirmos temos que trabalhar muito a força fora da água e a técnica na água (drills).

No ciclismo podemos dizer que quanto mais quilómetros realizarmos mais conseguimos evoluir.

Na corrida temos que ter um peso ideal. E não posso dizer mais, porque senão depois poderão evoluir muito….Sorrisos… Apenas queria referir que o treino da flexibilidade é muito importante para ambas as modalidades.

Vemos no teu site que és patrocinado por uma marca de suplementos alimentares. Em tempos de crise não há muito dinheiro para gastar. Qual o suplemento fundamental para um triatleta? Podemos fazer a pergunta desta maneira?

Ao longo da minha carreira como atleta já tive a experiencia de poder provar vários tipos de suplementos. E posso dizer que a GoldNutrition é a melhor marca de produtos nutricionais que já alguma vez tomei e experimentei. A nutrição de um atleta é fundamental para que tenhamos sucesso, um atleta desnutrido é um atleta que não consegue evoluir. Por isso mesmo um atleta de resistência necessita de poder ter um bom produto energético isotónico para poder treinar e depois do treino convêm ter um produto de recuperação que reponha o glicogénio muscular o mais rápido possível. Para triatletas considero fundamentais estes dois.

Faço-te uma pergunta também habitual aqui neste espaço. Não te seduzem distâncias ainda mais longas? O que pensas de provas como o UltraMan ou um Decaman?

Será sempre um desafio, gosto de tentar superar-me sempre, e por isso mesmo gostaria um dia depois de atingir alguns bons resultados no IronMan, fazer um dia o UltraMan. Gosto muito de distâncias longas e admiro muito as pessoas que se esforçam para poder treinar para realizar esse tipo de provas. Mas só daqui a vários anos, para já ainda tenho de me concentrar noutras distâncias.

Ouvimos falar de um IronMan em Portugal? Achas que temos atletas suficientes em Portugal  para uma prova dessas? Achas que algum dia vai avançar?

Sim, neste momento há muitos atletas a praticar longa distância e muitos a deslocarem-se a outros países para fazerem um IronMan, por isso tendo em conta as potencialidades do nosso país, parece-me que em breve vai haver um IronMan em Portugal. A falta de atletas não deve ser o entrave, de certeza.

Que conselho deixas para quem se quer iniciar nesta fantástica modalidade?

Todos devem ter a noção que quem pratica triatlo uma vez, vai querer voltar a fazê-lo, mas devem saber que é uma modalidade muito exigente e que só com muita dedicação é que se conseguem obter resultados. Não se vão cansar, porque estão sempre a praticar modalidades diferente (natação, bicicleta e corrida), que concorrem para uma só – Triatlo.

Ah, não me posso esquecer de dizer que o sucesso no triatlo depende do treino, da alimentação, da força de vontade, da persistência, mas acima de tudo do apoio da família.

Rafael, resta-nos agradecer o tempo que nos dispensaste. Votos dos maiores sucessos pessoais e profissionais e cá estaremos a acompanhar-te online quando pisares o “solo sagrado” de Kailua-Kona em 2013! Kia Ora!

Trilhos da Aboboreira

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