Eu corri a 7ª. Maratona do Porto

Autor: Vitor Dias  /   Novembro 12, 2010  /   Publicado em Crónicas, Vídeos
Tags: maratona, porto, runporto
Tempo de Leitura: 3 minutos


Demorei a começar a escrever sobre esta prova por não saber como abordar uma maratona que pela primeira vez repeti. Há 2 anos estreei-me, no ano passado fiquei de fora e para que uma prova tão especial não fique sem uma anotação da minha parte, cá vai um pequeno resumo do que foi para mim a sétima edição da maratona da cidade invicta.

A PREPARAÇÃO

Comecei um plano de preparação idêntico aos que fiz para as 5 maratonas que já corri. Seriam 70 treinos dos quais cumpri 90%. Foram 918 Kms percorridos, quase sempre acompanhado pelo meu amigo Luis Pires, o Miguel Marujo, o José Barbosa, o Vasco Batista e o João Meixedo. Uns num dia, outros noutro, foram muito poucos os treinos que treinei sozinho. Por esta razão e pelo facto de agora residir perto da marginal portuense, nunca me custou tão pouco preparar uma maratona. Obrigado a todos os que referenciei, acrescentando obviamente todos os restantes colegas da equipa Porto Runners.

A PROVA

Após o tiro de partida juntamo-nos um grupo composto pelo Vasco Batista (estreante), João Morais e Alberto Mendonça, tendo aos poucos aumentado de número com o Adriano Ribeiro, Paulo Rodrigues e o Duarte Câmara (madeirense que veio estrear-se na maratona e que conhecemos durante o percurso).

Eu corri a 7ª. Maratona do PortoSeguimos até à Afurada sempre em festa, conversando descontraidamente. Aos 22 Kms, o Vasco despediu-se de nós e arrancou para uma excelente prova na sua estreia. Temos atleta. Comecei a penar e a ver que os meus receios se iriam concretizar. O grupo partiu-se e fiquei eu e o Adriano que momentos antes dizia sentir-se muito bem mas que aos poucos estava tão cansado como eu e já com problemas musculares. Parámos no abastecimento dos 25 Kms, junto à Ponte D. Luiz I. Retomamos a corrida já no acesso ao tabuleiro da ponte e fomos até ao retorno da Afurada, onde parámos novamente. Combinamos parar no abastecimento dos 35 Kms e assim foi. Entretanto apareceu o Meixedo e lá fomos os 3, parando e correndo sem objectivo de tempo, pensando apenas em terminar a prova.

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Costumo dizer quer o que custa numa maratona são os treinos e a prova é apenas o dia da festa. Ora foi precisamente o contrário o que se passou no domingo passado. A ausência de treinos de força, de rampas e de treinos longos, levava-me a crer que depois da meia maratona as coisas poderiam não correr como eu queria. E foi de facto assim.

Já na parte final da prova reencontrei o Paulo Rodrigues e depois de tanto sofrimento, acabei por viver um dos momentos mais comoventes da minha curta carreira de desportista, ao terminar abraçado ao Paulo e com a sorte de o momento ter sido apanhado por um fotografo que perpetuou aquilo que eu simplesmente legendaria de “Correr Por Prazer”.

Relativamente à prova de um modo geral, é sem dúvida a prova rainha do atletismo nacional, atraindo e motivando cada vez mais atletas nacionais e estrangeiros. Desde a expo-maratona, à pasta party, às bandas espalhadas pelo percurso, aos abastecimentos, aos voluntários e a todo o staff, tudo tem melhorado ano após ano. Vê-se que é uma prova com grande potencial e que melhorando aqui e ali alguns pormenores, poderá ser muito em breve uma maratona de referência  a nível europeu.

A maratona da invicta está como o vinho do Porto, quando mais velho melhor. Esperemos uns anos e quem sabe teremos um vintage.

Sobre Vitor Dias

Autor e administrador deste site. Corredor desde 2007 tendo completado 54 maratonas em 15 países. Cronista em Jornal Público e autor da rubrica Correr Por Prazer em Porto Canal. Site Oficial: www.vitordias.pt
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