O melhor amigo do homem, o maior inimigo do corredor

Autor: Vitor Dias  /   Julho 20, 2009  /   Publicado em Notícias  /   16 Comentários

caoEles são inteligentes, afáveis, amigos, brincalhões, companheiros de muitas horas e até de vida, mas no que respeita a corredores, cães? longe com eles.

Este é um artigo que dificilmente se torna estranho a todos os quanto correm. Quem já não teve uma experienciazinha com um cão que na rua já tentou ou até conseguiu roçar-nos os calcanhares? Quem não conhece um ou outro colega que tem as marcas dos caninos do animal em pelo menos um dos gémeos? São muitas as histórias que já nos aconteceram ou que já nos contaram.

Há até já quase um mapa mental que possuimos pelos percursos onde habitualmente corremos. No Porto, já não há quem não conheça alguns sítios críticos como a cadela caniche da Rua de Sto. Ildefonso e o Pastor alemão (raçado de dog street) que na Ribeira surge de entre as cadeiras da esplanada.

Há até no mercado aparelhos de ultra-sons para afastar os canídeos do nosso caminho. A este propósito, lembro-me de uma entrevista que o nosso colega Pedro Amorim deu em tempos à revista Atletismo. Dizia ele que quando viveu no Alentejo, sempre que ía correr, levava uma pedra em cada mão.

Era histórias relacionadas com este tema que eu gostaria de ver aqui comentadas, que servirão de aviso a todos os que ainda não foram bafejados pelo azar de sentir a saliva (e não só) nas suas pernas.

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16 Comentários

  1. Pedro Guerreiro 20 de Julho de 2009 12:00

    Visito com grande frequência este site porque o acho do melhor que há no que respeita a atletismo para atletas de pelotão.Acho alguns artigos excelentes, de verdadeiros profissionais. Mesmo os que não são brilhantes como este, são do mais genuíno que há e daquilo que realmente nós corredores gostamos de ler. A razão só é uma, é de o site ser elaborado por quem corre e está por dentro das coisas, ao contrário de muitos jornalistas que falam mas não fazem ideia do que estão a falar. Mais uma vez parabéns e continuem o excelente trabalho até aqui realizado. Cumprimentos. Pedro Guerreiro

  2. Gonçalo 20 de Julho de 2009 13:40

    Olá,

    Ainda outro dia estava a correr em porto-salvo quando fui quase atacado por um cão arraçado com rottweiler. A dona do cão ia a passea-lo sem trela, o que é bastante inteligente da parte dela.

    Isto é apenas um exemplo, porque já não foi a primeira vez em Porto-Salvo, e não há de ser a última.
    Esta terrinha é muito rica em cães o que torna a corrida ainda mais emocionante =S

    Boas corridas.

  3. Nuno Sá Lima 20 de Julho de 2009 13:57

    Não existe maior trauma para um corredor do que avistar um cão sem trela.Nunca se sabe como irá reagir ao ver-nos…Para aqueles que nunca correram,donos dos cães incluidos,deveriam experimentar a situação nem que fosse por uma vez na vida.Estou farto de cães e principalmente dos donos. Regras já…Saudações desportivas.

  4. João Fortuna 20 de Julho de 2009 14:46

    Olá corredores,

    Corro habitualmente na Foz e em Leça e penso que os nossos melhores amigos já se habituaram à nossa presença sendo raro um encontro imediato de 3º grau.
    No entanto, ainda no mês passado fui passar um fim-de-semana ao Solverde de Chaves e comigo viajaram também as minhas sapatilhas. Em ambos os dias quis iniciar o dia com um percurso de 16 Kms antes do buffet do pequeno-almoço para compensar as calorias que sempre ingerimos a mais nestas ocasiões. No entanto, naquela e em provavelmente muitas das povoações que lidam com menor frequência com estes apressados da cidade, fui presenteado com desmesurados latidos e corridas ao largo de alguns muitos canídeos que se juntavam em matilhas para avisar os demais que por ali tentava passar uma “avis rara” de cores vivas nos pés e que não deveria ser deixado descansado. Até por regadios e caminhos pedestres me quis esconder mas os malditos dos quadrúpedes estavam em cada casa rural para tentar a minha adrenalina. Foi com um arbusto de cerca de 1,20 na minha mão que consegui terminar os meus treinos, as mãos bem sujas de terra e a praguejar porque escolhem os homens um amigo tão reles e ignorante…Por favor flavienses eduquem os vossos cães e começem a correr!

  5. António Rocha 20 de Julho de 2009 19:10

    Excelente tema.
    Um cão pode matar um corredor. Não seria a primeira vez.
    O mais grave é a falta de vigilância nos parques, como por exemplo a Quinta das Conchas em Lisboa. Porque não proibir os cães nalguns parques, como se faz noutros países?

  6. Rui Neves 20 de Julho de 2009 22:51

    Eu acho que a Quinta das Conchas até é dos sítios com mais vigilância. Há cerca de um ano, quando a comecei a frequentar, era muito raro ver um cão sem trela. Agora está um pouco mais abandalhado. Mas sempre que os guardas vêm um cão sem trela, têm uma “conversa” com o dono/a. No Parque da Bela Vista é bem pior…
    Sempre que um fiel amigo sem trela mostra intenções de querer brincar comigo, aviso logo o dono que em locais públicos os bichinhos têm que andar pela trela, se os querem soltar, comprem um terreno!

  7. João 21 de Julho de 2009 11:46

    Sem dúvida um tema muito interessante para quem corre. Eu próprio evito passar nalguns locais quando vou sozinho por causa dos cães.
    Gostava de juntar também as cobras nos meus animais de “perdição” nas corridas.No entanto não costumam atacar como os cães. Há dias foi ver eu a fugir para um lado e ela para o outro.Sem dúvida um teste ao coração.

  8. Marco Silva 21 de Julho de 2009 22:46

    De facto o cão pode ser o mais fiel amigo, como o mais traiçoeiro.
    Como fiel, quem fez este ano os Caminhos de Santiago não pode esquecer esse cão de pequeno porte, que correu as duas últimas etapas da prova, e não são tão pequenas como isso, uma de 23km e a última de 42km mais uns trocos, e que ficou baptizado com o nome e bem de “Santiago”.
    Como traiçoeiro, lembro a todos que correm por Matosinhos, que tenham o cuidado a passar a porta do Porto de Leixões do lado de Matosinhos, a tarde. Já agora ao pé da Capela do Srº do Padrão, junto á praia de matosinhos, em dias de nortada, tambêm não é muito aconselhável. Como podem reparar á de tudo, e para todos os gostos.

  9. Telmo Veloso 22 de Julho de 2009 0:20

    Também há boas histórias..
    Em relação ao cão “Santiago” que o Marco refere só posso dizer que foi das melhores exeriências que tive até hoje na corrida. Foi ao meu lado que ele percorreu os últimos 64 kms da prova. Não sei o que ele viu em mim mas nunca saiu da minha beira. Foi uma tarde (4ª etapa de 22 kms) e a manha d dia seguinte (42kms). Só posso dizer que no final ele andava como qualquer atleta que termina uma maratona, devagar e com dificuldade em subir o passeio. Arranjei quem ficasse com ele e no outro dia fui visita-lo e ele só me queria lamber de alegria. Valeu a pena fazer os Caminhos de Santiago também por ele.

  10. Miguel Magalhaes 25 de Julho de 2009 13:27

    Muito bom o site que consulto muito regularmente.
    O tema deste artigo tem piada e é algo que já nos tocou a todos. Costumo correr no Porto junto à Foz e Matosinhos e o pior que me aconteceu foi há pouco mais de dois anos quando regressava a casa por volta das 22h00 ter avistado 3 “cãezinhos” a atravessar a Praça do Império a correr na minha direcção e a ladrar. Não estava ninguém na rua para além de mim e numa fracção de segundo fiquei gelado. Mas depois foi tudo muito rápido. Pensei: vou fugir (não dava pois não tinha para onde); vou trepar a um poste ou subir para cima de um carro estacionado (também não era solução pois sinti-me ridículo só de pensar nisso) ; e então não sei o que me deu mas desatei a correr em direcção aos cães com um ataque de fúria e a fazer mais barulho do que eles. Os cães ficaram mais surpreendidos e assustados do que eu e desataram a fugir. Eu só parei de tremer quando cheguei a casa e hoje farto-me de rir com uma situação surreal mas que podia ter acabado muito mal.
    Outra história que não vou contar aqui com o mesmo detalhe e que me aconteceu este ano em Junho foi quando passei uns dias numa herdade no Alentejo. Resolvi fazer a minha corrida longa pelo meio da planície alentejana e vi-me grego com vários encontros com animais de raça bovina. Não fosse o meu Garmin com GPS e ainda agora andaria a fugir dos animais e à procura da herdade…
    Costuma dizer-se que quem corre por gosto não cansa!

  11. michael jackson 3 de Setembro de 2009 2:23

    eu adorei

  12. Filipe Almeida 6 de Setembro de 2009 23:07

    Olá a todos!
    Ora aqui está um tema com o qual me identifiquei logo!
    Realmente a pior coisa que pode acontecer numa corrida é aparecer um estupor de um cão(perdoem-me a expressão)!

    Se forem daqueles rafeiritos, ainda vá que não vá, agora quando são boxers, pastores alemães..etc, vai lá vai!

    Costumo correr sempre pelo mesmo trajecto, durante uma hora, pelo que já sei que ali em princípio não aparece nada, mas como passo por sítios rurais estou sempre alerta, o meu medidor cardíaco denuncia bem quando estou a passar ao pé de um portão com um cão lá dentro..!

    Enfim,neste país ainda não há civismo, ainda não educam bem os cães, é lamentável, porque ja estive no Canadá e lá mesmo estando soltos não há nenhum que nos ligue, por serem bem treinados!

    Se aparecer algum..o melhor é parar, nunca fugir, senão é que vêm mesmo atrás, ou então subir para uma árvore mais próxima:)

    Boas corridas!

  13. raquel meireles 29 de Setembro de 2009 16:35

    So raramente pratico corrida e por isso não tenho mutas histórias dessas para contar. No entanto lembro me de o meu pai me contar experiencias semelhantes às vossas quando corria. Na verdade encontrei este site porque estava à tentar descobrir o que é que a net dizia sobre cães passearem sem trela. Entendo o vosso ponto de vista. Acho que os cães deviam ser educados para poderem andar soltos, mas essencialmente, cada vez acho mais que devia haver uma zona própria para cães nos parques. E os percursos de corrida deviam andar bem afastados dessas zonas. Para eles poderem correr porque também precisam, mas sem assustar ou magoar alguém de preferência. Acho que o problema está em não dividerem os parques nesse tipo de funções. Porque se não é para os deixar correr, mais vale ninguem ter cão.

  14. vania 6 de Novembro de 2010 19:19

    Olha,eu estava precisando mesmo de dar essas boas risadas,me desculpem os corredores,mais foi muito bom!Melhor do que ler piadas,pois imaginava a cara de voces correndo dos caes.Eu revive uma vez que chegando do trabalho tarde,encontrei a passear pela rua,um pastor alemao e um de pequena raca que era o pior,me deu vontade de chuta-lo longe,este que veio latindo na minha derecao e atraiu o maior,continuei caminhando,sem olhar p/ eles ate que se afastaram,foi um terror!.Boa sorte!

  15. vania 6 de Novembro de 2010 19:58

    Boa tarde!Olha,eu estava precisando mesmo de dar essas boas risadas,me desculpem os corredores,mais foi muito bom ter lido,pois imaginava a cara de voces correndo dos caes.Eu revive uma vez que chegando do trabalho tarde,encontrei a passear pela rua,um pastor alemao e um de pequena raca que era o pior,me deu vontade de chuta-lo longe,este que veio latindo na minha derecao e atraiu o maior,vieram e deram a volta por mim e por tras,ja esperava o ataque,continuei caminhando,sem olhar p/ eles,passaram para o meu lado (e o pequeno latindo) ate que se afastaram,foi um terror!.Boa sorte!

  16. Rui 26 de Outubro de 2016 17:30

    ” Porque não proibir os cães nalguns parques, como se faz noutros países? ” Ao ler esta sugestão já perdi a vontade de escrever algo … Querem acabar com os ciclistas na estrada ,querem acabar com os cães nos parques … e que tal ACABAR com a FALTA de CIVISMO ! E a primeira Lição seria : Eu RESPEITO as LEIS e DEVERES que tenho para com a Sociedade ( e isto incluiria os estacionamentos indevidos , o passear o cãozinho com a trela , ensinar os filhos a Respeitar os Professores e melhor ainda … A minha Liberdade termina onde começa a dos outros ! ) .

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