Entrevista com Aurora Cunha

Autor: Vitor Dias  /   Março 02, 2009  /   Publicado em Entrevistas, Mulher Corredora  /   9 Comentários

Entrevista com Aurora Cunha

Saiba as opiniões de Aurora Cunha, acerca das perguntas que nós, atletas de pelotão, tantas vezes gostaríamos de ver respondidas.

Aurora Cunha nasceu em Ronfe, Guimarães, a 31 de Maio de 1959.

Entrou no atletismo aos 15 anos, com a camisola do Juventude de Ronfe. Era ainda muito jovem quando bateu os recordes nacionais dos 1500 e dos 3000 metros. Depois de passar pelo Sporting, acabou por optar pelo Futebol Clube do Porto, seu clube do coração.

Ao longo da sua carreira, Aurora Cunha foi vencedora de importantes troféus em provas de corta-mato, meio-fundo e fundo. Foi campeã mundial de estrada em três anos consecutivos (1984, 1985 e 1986) e venceu as maratonas de Paris (1988), Tóquio (1988), Chicago (1990) e Roterdão (1992), bem como a São Silvestre de São Paulo em 1988.

Aurora Cunha representou Portugal em três edições dos Jogos Olímpicos sem, no entanto, conseguir ser medalhada.

Terminada a carreira, Aurora Cunha nunca deixou de ser uma voz activa na luta pela não discriminação das mulheres no desporto. Para além disso, é regularmente madrinha de provas de atletismo por todo o país e não recusa uma visita a uma escola para falar da sua modalidade de eleição.

A sua retirada da competição foi um pouco prematura. Isso deveu-se apenas a lesões? Provavelmente sonharia ir mais longe…

Eu fiquei grávida após os Jogos Olímpicos de Barcelona. Foi uma coisa que não estava planeada, mas ainda bem que aconteceu. Tive uma gravidez complicada, de alto risco, nunca pensando que após a gravidez viesse a sofrer as consequências. O que aconteceu foi muito simples. Eu nunca poderia ter sido vista e assistida como uma mulher dita “normal”. Não quer dizer que eu fosse mais que as outras mulheres, mas penso que deveria ter sido vigiada no que respeita a um reforço de cálcio, magnésio e ferro, coisa que não aconteceu. Aqui houve falhas. Eu poderia ter feito mais uns jogos, era essa a minha ambição. Senti-me frustrada. Foi uma lesão irreversível. Num ano fiz duas cirurgias aos tendões de Aquiles. Quando se tem 25 anos a recuperação é uma coisa, eu já ía a caminho dos 34, o que se torna mais difícil. Foi uma situação que eu vivi em que tenho a certeza absoluta que noutro país teria tido muito mais apoio. Eu não tive o apoio da federação nem antes nem depois de ser mãe. Eu vejo colegas que foram mães uma e duas vezes e não tiveram os problemas que eu tive. Eu espero que pelo menos o meu caso tenha servido de exemplo, pois pode-se ser atletas, ser mães e voltar à alta competição. Eu fui completamente deitada ao abandono por parte da federação da altura. Uma atleta que esteve nos jogos, diz que vai ser mãe e lhe é cortada todos os apoios… Isto mostra a falta de sensibilidade por parte dos nossos dirigentes.

Mas isso aconteceu apenas a nível federativo ou de clube também?

Ainda bem que me fala nisso. Em termos de clube o que se passou foi o seguinte: Quando eu tive a notícia que estava grávida, tive uma audiência com o Sr. Pinto da Costa em que lhe fui dizer o que um dia iria ter que acontecer: que estava grávida e que iria estar um ano sem competir e portanto não assinaria contrato com o clube durante esse tempo, onde ele muito simpaticamente compreendeu e disse que estaria tudo bem. Entretanto as coisas complicaram-se, eu regressei à competição em 94/95 e em 96 há a ruptura entre mim e o presidente do clube. Posteriormente eu viria a saber que isso aconteceu por influências de outras pessoas ligadas ao clube, que têm alguma responsabilidade no atletismo e que se valeram de mentiras para o efeito. Todas as pessoas que me conhecem sabem que eu seria incapaz de ocultar a minha gravidez para assinar fosse que contrato fosse. Gerou-se algum mau estar que levou a faltas de respeito e o que é certo é que ainda hoje há quem pense que eu tive essa postura, quando eu não recebi um único tostão do clube. Há pessoas que para atingirem os seus objectivos fazem de tudo para passar por cima das outras pessoas. Eu não falo em nomes mas há pessoas que se quiserem “enfiem a carapuça”, mas tudo fizeram para que eu saísse do clube para assumirem mais protagonismo dentro no mesmo. Para mim é uma mágoa muito grande porque eu gostaria de ainda hoje de estar ligada ao F.C. do Porto. Quando há pessoas que fazem parte do clube, que nada fizeram por ele e que apenas se aproveitam do clube em interesse próprio… Eu vesti aquela camisola durante 20 anos, continuo a ser portista e felizmente continuo a ter o carinho dos sócios, o que muito me agrada.

Qual a vitória que mais gozo lhe deu?

Foram muitas as vitórias e todas elas sabem sempre bem. No entanto a prova que mais gozo me deu foi a minha terceira vitória consecutiva na Taça do Mundo em 1986 em Lisboa perante 30.000 pessoas, o que foi fantástico. E deu-me um prazer especial porque havia alguém cá em Portugal que dizia que as provas que eu ganhava eram fracas, não tinham nível competitivo. Haviam “guerras” entre federação, atletas e treinador. Eu fiquei fora disso tudo. Eu tenho uma história gira que não podia contar mas que agora posso. Eu não fiz estágio para esta prova. Fui para Lisboa no sábado e a prova era no domingo. Treinei no sábado de manhã e tive uma dorzita no gémeo. Fui ao Areias que era um indivíduo fantástico e que infelizmente já não está entre nós. Fui ter com ele ao Rio Ave, era na altura o treinador o também já falecido António Morais. Foram duas pessoas formidáveis que ficaram para sempre no meu coração. Ele deu-me uma massagem e fiquei bem. Fui almoçar, comi uma feijoada feita pela pessoa que viria a ser a minha sogra, bebi um copinho de vinho maduro tinto, apanhamos o foguete para Lisboa ao inicio da tarde, chegamos a Lisboa e tínhamos o Prof. Fonseca e Costa à nossa espera a convidar-nos para irmos jantar com a federação. Nós dissemos que não, fomos eu e o Mesquita jantar os dois. Comemos açorda de marisco com uma imperialzinha. Fui dormir (risos). Quero dizer com isto que a alimentação é muito importante e fundamental mas o nosso estado psicológico é essencial. Quando nós ambicionamos muito uma coisa nada nos faz mal e nada nos prejudica. Eu não esperava nem nunca vi uma moldura humana como nessa prova em Lisboa. Nesse ano tínhamos uma equipa fortíssima. Durante toda a semana a comunicação social deu como favorita a minha colega Rosa Mota, quando as últimas duas edições tinha sido eu que as ganhei. Eu corri aquele campeonato com uma garra tão grande que o ganhei como quis. Foi o maior gozo que eu tive.

Quando diz que comeu feijoada na véspera desta prova, quer dizer que nunca tomou grandes cuidados com a alimentação?

Não. Tive sempre algum cuidado, principalmente para a maratona, nas 3 semanas que a antecede, evitando carne e comendo mais alimentos ricos em hidratos de carbono como o arroz a batata e esparguete. Quando estamos habituados a um tipo de alimentação, vamos mudar porquê? Há que dosear o que comemos. Uma coisa é comer um bife com 100g e outra é comer um com 250g. Eu vi em Londres os Quenianos a comerem bifes ao pequeno almoço. Se eu fizesse o mesmo, acho que nem 10 Km faria. Nunca tive nenhum médico a aconselhar-me acerca do que eu deveria comer e se perguntar a todos os atletas da minha geração, acho que praticamente todos irão dizer o mesmo.

E negativamente? Qual a prova que nunca mais há-de de esquecer pelo que de mau aconteceu?

Fiz uma prova perto de Paris onde tive uma desidratação. Só acordei no hospital. Estive 2 dias internada. “Estive às portas da morte”. Ganhei essa prova, ainda lá tenho o troféu e quando olho para ele, penso “ía batendo a caçuleta por tua causa…” (risos).

A maratona que mais sofrimento me deu, foi a de Londres em 89. São daquelas situações em que sabemos que estamos bem, sabemos que podemos fazer a maratona para determinado tempo e que gerindo mal o esforço podemos cair num colapso total. Depois vamos a pensar, tenho que chegar se não vou perder isto e vou perder aquilo, começamos a fazer contas ao dinheiro que vamos perder. Isso não acontecia só comigo, mas com todos os atletas que têm objectivos e os querem cumprir. Sofre-se muito. Nos últimos 2 Kms desta maratona eu acho que já não era eu que ía a correr. Foi uma eternidade tão grande tão grande que eu não sei como consegui chegar ao fim. Mesmo assim fui ao podium. Claro que quando ganhamos o sofrimento esquece-se.

A maratona é um desafio muito grande para quem a pretende correr. Nós sabemos que partimos mas não sabemos se chegamos. Mesmo quando estamos no quilómetro 42, não sabemos se vamos ter forças para fazer os 195 metros finais. Há atletas que sofrem do principio ao fim e quando acabam nem sabem como o conseguiram fazer. Daí eu dizer que hoje não temos grandes atletas porque os jovens não têm capacidade de sofrimento. Os jovens preferem os desportos colectivos e eu até os compreendo.

Ao contrário do que acontece com a maioria dos profissionais do atletismo, a Aurora nunca abandonou a modalidade. Sente que ser atleta uma vez nos torna atletas para sempre?

Sim. Eu nasci pelo desporto e hei-de acabar no desporto. Não consigo ver a minha vida ligada a outro sector que não seja o desporto.

Notamos que Portugal perdeu protagonismo a nível internacional relativamente a atletas de elite no que respeita a fundo e meio fundo. No entanto, está a dar-se um fenómeno interessante no que respeita a atletas de pelotão, chegando estes já a alguns milhares em algumas provas. Como tem visto esta evolução?

Portugal liderou o fundo e meio fundo durante muitos anos. Tínhamos talvez centenas de atletas de grande nível. Todos procurávamos uma vida melhor. Isso foi-se perdendo. Mas isso não está a acontecer apenas em Portugal. Se formos a Espanha, França ou Itália, eles estão a sofrer do mesmo mal que nós sofremos. As coisas foram mudando e os jovens de hoje sentem-se mais motivados para outras modalidades, coisas que no meu tempo não existiam. Outra coisa que no meu tempo havia e que hoje acho que não existe, era o espírito de sacrifício e não há dúvidas que um atleta está mais vocacionado para ganhar dinheiro do que para ter espírito de sacrifício, para treinar para ir a uns jogos olímpicos, aos campeonatos da Europa ou do mundo, isto porque ele sabe que se não amealha agora, sabe que quando abandonar a modalidade vai sentir dificuldades.

Quanto aos atletas de pelotão, é um fenómeno realmente muito interessante o que se está a passar e eu refiro-me aos últimos 10 anos. Eu quando ía a outros países, nomeadamente aos Estados Unidos da América, eu assisti a esta realidade que se passa em Portugal hoje. Eu via toda a gente a caminhar. Houve aqui alguma coisa que mudou e o que mudou foi a mentalidade. Os médicos de família tiveram um papel importante nesta mudança. Os organizadores de grandes eventos viram que havia aqui uma lacuna grande para resolver. Eu tinha muita gente que vinha ter comigo e me diziam que queriam participar mas que não podiam correr. Não podemos pensar que pessoas de 80 anos possam correr, no entanto na caminhada já vemos pessoas dessa idade. A introdução das caminhadas em praticamente todos os eventos desportivos, de norte a sul do país foram a forma de pôr as pessoas a praticar exercício físico de uma forma agradável. Conheço muitas pessoas que me vêm dizer que começaram a caminhar porque o médico de família as aconselhou e que a partir daí até tomam menos medicamentos. Um facto que eu gostaria de salientar é o alertar essas pessoas que caminham, para que o façam com calçado adequado. É uma das minhas preocupações pois sei que essas pessoas poderão vir a ter problemas de coluna.

Em alguns países, nomeadamente nos EUA, há mais mulheres a correr do que homens. Na maratona há mesmo mais mulheres do que homens a terminar este tipo de prova. Qual a principal razão para em Portugal acontecer precisamente o contrário. O que tem que ser feito para que se inverta esta situação.

O que tem que ser feito é mudar a mentalidade do homem. A mulher está a dar uma viragem muito grande na sua vida. Hoje felizmente já vemos muitas mulheres a correr no meio dos homens. Falta ainda fazer o trabalho de casa. A maioria dos homens vai às provas e deixa a esposa em casa. Porque é que não a leva consigo? Mesmo assim, acho que já demos grandes passos.

A Aurora defende provas exclusivamente para mulheres, acha isso importante? Acha isso um estímulo para o público feminino, ou há outra razão qualquer?

Eu sou a favor que algumas provas, principalmente as mais competitivas, as mulheres deveriam ter partidas diferentes das dos homens, isto porque na maioria das provas, as mulheres passam despercebidas no meio do pelotão. Tenho pena que isso aconteça. Por exemplo dar a partida do sector feminino 10 minutos mais cedo daria outra visibilidade, enquanto que como se faz actualmente só nos apercebemos dos homens que vão à frente e só passado algum tempo vem a primeira mulher. Acho que o sector feminino perde um pouco o valor competitivo que poderia ter. No meu tempo havia mais provas separadas dos homens do que hoje em dia.

Há mulheres veteranas que se queixam de em praticamente todas as provas haver um único escalão para veteranas, ao contrário dos homens onde existem vários escalões. Tem conhecimento deste facto? Não acha isso discriminatório?

Eu não acho discriminatório. Nos homens há diversos escalões porque há muito mais quantidade no sector masculino do que no sector masculino. Há provas onde o sector feminino veterano tem 3 ou 4 mulheres e se vamos fazer muitos escalões, eu acho que isso vai desvalorizar a própria competição. Eu sou testemunha de que por vezes não temos atletas para dar os respectivos prémios. Não acho que seja discriminar a mulher, acho até que se trata de valorizar os escalões femininos. Se o feminino tivesse uma quantidade muito grande de atletas, aí sim, justificava-se haver tantos escalões como no sector masculino. O que eu acho mesmo é que as organizações das provas deveriam aumentar ao valor dos prémios desses escalões, isso sim estimularia mais as participantes femininas.

Se estivesse no poder político, que medidas tomaria para trazer mais gente para a rua para praticar exercício físico?

A primeira coisa que faria era gastar muito dinheiro com o futebol. Cortaria radicalmente. Implementava um sistema educativo nas escolas em termos de desporto. Nessa área há muito a fazer. É uma área onde em Portugal se trabalha muito mal. Eu tenho grande respeito pelos professores de educação física, tenho aliás muitos amigos professores, mas o professor de educação física não está ainda mentalizado para dar aulas nas escolas. Os professores de EF neste momento têm em mente uma coisa: é pôr os miúdos a correr, pô-los a jogar á bola pois dessa forma não lhes dá trabalho nenhum. O atletismo não é só pôr os putos a correr. O atletismo tem várias modalidades: salto em cumprimento, salto em altura, triplo salto, estafetas, 100 metros, etc. Os professores têm que estar motivados. Alguns estão naquela profissão mas não era isso que sonhavam ser e por essa razão temos o desporto escolar que temos. Continua-se a gastar milhares de contos em desporto escolar e eu pergunto: os resultados do desporto escolar? Eu ando por esse país fora a apadrinhar os corta-matos escolares, por isso faço essa pergunta e não obtenho resposta. Há aqui alguma coisa que falha. Há um trabalho profundo que tem que ser feito nas nossas escolas e uma delas é responsabilizar os professores de Educação Física. Isso não tenho dúvidas. Isso era uma medida que se eu mandasse tomaria de certeza absoluta. Agora quando os professores querem ter outros empregos, é complicado…

Qual a sua prova de sonho?

A minha prova de sonho foi a maratona. Eu sempre fui atleta de pista, corri quase sempre em pista e pouco em estrada e havia muitos conceituados, alguns inteligentes deste país que diziam que eu não conseguia acabar uma maratona. Eu quando faço a experiência da maratona disse a mim própria que queria saber o que era correr esta distância, estreei-me na maratona de Paris sem treinar para a maratona. Fiz 2h35h37s com 37 graus de temperatura e mostrei que era uma atleta desta distância, tal como o provei com outras vitórias em Tóquio, Chicago e Roterdão. Houve pessoas que na altura “engoliram alguns sapos…”

No actual contexto da crise, acha que nos dois próximos anos ela afectará o desporto e em particular as provas de estrada onde a esmagadora do pelotão nacional participa?

Eu acho que não. As pessoas vão procurar através do desporto saír dos problemas que a crise lhe está causar. Em termos organizativos é possível que haja alguns problemas no que respeita a patrocinadores. Para se criar grandes eventos, acredito que num futuro próximo possa haver algumas dificuldades, em termos de nº. de participantes em provas, penso que não, aliás acho que vão ser ainda mais. Cada vez mais a mensagem tem sido bem passada, cada vez mais os médicos cardiologistas estão preocupados em divulgar nos seus congressos as vantagens do exercício físico, o que não acontecia há uns anos atrás. Não tenho dúvidas que cada vez mais vamos ter mais gente a correr. Uns a correr mais rápido, outras a correr mais lentos, mas o mais importante é correr ou caminhar, seja a que velocidade for.

Que projectos tem para o futuro? Estará sempre ligada ao desporto?

Viver um dia de cada vez e o melhor possível. É isso que eu quero e que eu peço. Continuar ligada à modalidade porque ela deu-me tudo o que eu posso usufruir. Deu-me uma vida estável e melhor. Não tenho aquelas dificuldades que a maioria dos jovens têm em pagar a casa ou o carro…. Quero continuar a fazer o que tenho feito nestes últimos 13 anos que é estar ligada a projectos de solidariedade. Há gente que dá a imagem mas isso não chega. Eu dou a imagem, eu trabalho, eu organizo coisas para angariar fundos e isso é muito motivador. Acho que tive toda a sorte do mundo e tudo vou fazer para a continuar a ter. Tudo farei para continuar a estar em todo o país onde solicitam a minha presença porque eu não sou do Porto, de Lisboa ou de Vila Real, eu sou do país inteiro.

Entrevista realizada no dia 21.Fev.2009

Agradecimentos: Geraldino Silva, Jorge Teixeira e Runporto.com

9 Comentários

  1. João Meixedo 2 de Março de 2009 14:57

    Mais uma entrevista imperdível.
    Obrigado.

    ps. parabéns pelo destaque na SportLife

  2. Filipa Vicente 3 de Março de 2009 11:20

    Espectáculo. Foi muito interessante “conhecer” esta atleta portuguesa. Disse muito em poucas palavras.

    Força e que corra sempre com e por prazer!

  3. Nelson Lopes 6 de Março de 2009 0:25

    Parabéns por ter entrevistado uma SENHORA do atletismo.
    A Aurora Cunha é um exemplo a seguir. Com a sua garra, determinação e humildade realizou uma carreira para a história do atletismo. Disponível, esbanja alegria e motivação em todas as provas onde está presente.

    Obrigado Aurora, continuámos a contar contigo e com as tuas palavras de incentivo.

  4. Vitor Dias 6 de Março de 2009 9:07

    Obrigado Nelson

    Tudo faremos para continuar a ter conteúdos que agradem os nossos visitantes.

    Cumprimentos

  5. teresa tabuas pereira 25 de Abril de 2009 8:46

    Somos um grupo de alunos da Escola Secundária Afonso Lopes Vieira de Leiria organizador de uma caminhada de solidariedade “vencer barreiras” a favor da Associção Portuguesa de Doentes Neuromusculares (APN).
    necessitavamos urgentemente do contacto da atleta Aurora Cunha para lhe pedir para Apadrinhar a nossa caminhada
    Será que nos poderiam ajudar?
    E-mail:[email protected]
    tlm: 917513626
    Obrigado.
    A prof resp do projecto
    Teresa Pereira

  6. João Manuel de Sousa 20 de Fevereiro de 2011 18:45

    Somos uma Associação Recreativa e Cultural
    Mensagens Positivas, com sede em Coimbra e com responsbilidades na organização do trajecto Ibérico da Corrida Mundial da Harmonia (World Harmony Run)2011 que liga os 5 Continentes, onde atletas internacionais voluntários correm em estafetas transportando uma Tocha de Cidade em Cidade passando em quase todos os países do Mundo. É com o intuito de Promover e fortalecer a amizade internacional e o entendimento entre os povos sendo que a Tocha símbolo da harmonia, passa de mão em mão, transcendendo barreiras políticas, culturais e económicas.
    Necessitávamos urgentemente do contacto da atleta Aurora Cunha para lhe pedir para Apadrinhar a World Harmony Run 2011.
    Será que nos poderiam ajudar?
    E-mail:[email protected]
    tlm: 960067083
    Obrigado.
    O Coordenador da WHR 2011/Portugal/Região-Centro/
    Aveiro
    João Sousa

  7. Rosário Costa 31 de Março de 2011 17:29

    Boa tarde,

    O Jornalismo Porto Net está a realizar um noticiário televisivo sobre as vozes do Porto. Gostávamos muito de poder contar com o testemunho da Aurora Cunha. Se nos pudessem ceder um contacto ficávamos bastante agradecidos.

    Cumprimentos,
    Rosário Costa
    Jornalismo Porto Net

  8. Vitor Dias 3 de Abril de 2011 19:14

    Boa tarde

    Encaminhamos o seu pedido para a Aurora Cunha. Estamos em crer que a irá contactar. Cumprimentos

  9. antonio nogueira 30 de Outubro de 2011 15:48

    Boa tarde, sou um cidadão comum que fui atleta de voleibol e para mim o desporto é uma Filosofia de vida, entretanto comecei a praticar btt e á um ano comecei correr e agora é um vicio e tenho participado nas provas organizadas pela Run Porto e tenho adorado, mas como sou de Braga e a cidade que no campo feminino tem tido um papel muito importante e perante esta introdução a minha proposta seria uma meia maratona em Braga com a vossa organização e até teria um nome “meia maratona Sameiro Araújo” por exemplo porque eu não a conheço pessoalmente mas penso que o trabalho tem sido fantástico.Não gostaria de acabar sem dar os parabéns á Aurora Cunha pela exelente atleta que foi uma atleta de fundo o que não é nada fácil e as pessoas nem imaginam os sacrificios que se ter que fazer para atingir os resultados e se não for mais cedo lá estarei na maratona do Porto.cumprimrntos,António Nogueira,Braga.

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